Aquelas nas quais há progresso, aquelas nas quais há regresso;
Busco nelas, com toda minha garra, meu tão sonhado sucesso;
Almejo delas, minha evolução e meu crescimento; almejo nelas adquirir o mais sábio discernimento;
Nelas vejo-me caindo, nelas vejo-me persistindo; no fracasso de uma vida toda, ou no sucesso das simples ações; Creio em minha perseverança e no amor; creio em minhas inexoráveis motivações.
Se abalasse-me facilmente, em mim nada restaria; Experiência alguma viveria, eu nada cresceria; resumiria minha vida em meras demonstrações;
Encontro-me hoje inerte, farto de emoções e sensações;
Encontro-me hoje, com muitos corações, ou o que deveriam ser a base de tudo, de todos os meus amores, de todas as minhas paixões.
Um amor fruto da minha imaginação, ou que fluíra à primeira batida de meu coração.
Um amor puro, um amor vivo; um amor belo como uma canção.
Um amor que fez nascer a minha ilusão e também dilacerou-me em sua decepção.
Um amor que feliz ou infelizmente, trouxe vida ao meu coração.
Perdê-lo foi meu fim, meu erro, um erro sem conserto; perdê-lo foi simplesmente, meu agonizante recomeço.
Perdê-lo trouxera-me muito mais que dor ou sofrimento; trouxera minha sufocante destruição.
Perdê-lo congelou meu coração, tornou tudo ao meu redor uma completa encenação;
No entanto, você ainda vive aqui; sua imagem gravada em meu coração, seu sorriso e suas lembranças; tudo ainda faz parte de mim, você faz parte de mim.
Dizer o contrário seria mentira, seria uma insana enganação.
Você mantém meu coração vivo e és responsável por cativar-me, és responsável por cada ínfima sensação.
Imaginar-me independente de você seria uma inútil e absoluta negação.
Quando eu era pequeno, nada conhecia; fazia de tudo, uma total fantasia.
Com o passar do tempo, adquiri maior consciência; juntamente com a carência de conhecimento, de amor e de uma certa independência.
Com o passar do tempo aprendi, o que é amar, o que é sofrer, o que é bom ou ruim; o que fazer, com a minha inteligência.
Com o passar do tempo descobri o que é desprezo, o que é tristeza, humilhação e frieza; com o tempo aprendi o que é egoísmo, o que é preconceito e prepotência; com o tempo aprendi o que é impotência.
Com o tempo aprendi a amar menos, a dar-me menos; a guardar minha essência apenas para mim mesmo.
Eu sonhava com um futuro límpido e puro; eu sonhava com um destino que simplesmente paira na inexistência; sonhei um dia, jamais cair em decadência.
Infeliz e ironicamente, desejo hoje não ter conhecido tudo que desejei conhecer; minha pior tortura, foi aquele meu sonho de consciência.
Desesperada e ingenuamente sonho hoje em viver longe de toda essa gente.
Aterrorizada e pasmadamente meus olhos se abriram; o conhecimento que desejei está todo aqui, consumindo-me; e hoje oro, para que eu viva ao menos mais um minuto daquela inocência, e não mais... desta desumana falência.
Simplesmente indescritível; de apresentação à afeto, de amizade à laço; deduzo que na vida, nada é impossível; mesmo em curto tempo ou espaço.
Tenho perante você muitas visões; algumas que me inebriam e outras deixam-me estático.
Nesta inércia absoluta, reflito e questiono a mim mesmo...
Todas as palavras de consideração, os elogios, o carinho que em mim transborda de pura emoção; tamanha vitalidade, apego e afeto; Há de ser meramente em vão?
Pois peço todos os dias, para que vivo eu permaneça, absorvendo em meu coração... esta implacável e sublime sensação.