segunda-feira, 28 de março de 2011

Complexidade...


Existem muitos de mim em mim mesmo, todos eles sabem amar, todos eles sabem sofrer; as emoções em mim ilimitam-se por si só; na intensidade de um ser de complexidade mutável e estática em essência, ao percorrer do tempo, a vida corre em flashes de imersão, em sonho, em realidade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

História sem fim...


Tudo me lembra você, tudo me leva a você... me carrega, me sopra em um caminho sem fim; no qual não vejo o fim do túnel, não vejo a luz, a luz dos seus olhos, olhando pra mim.

Tudo me lembra você, mas tudo me faz falecer no esquecimento de mim mesmo, da minha razão; tudo me lembra os nossos momentos, únicos e marcantes.

Tudo o que você me deixou, tudo aquilo que plantou no meu peito, a florescer está... deixando-me em êxtase, deixando-me refratado, entre nosso conto de fadas e minha fatal vida real.

Tudo aquilo em que acreditávamos, que víamos em nossas auras; a fusão de nosso esplendor mútuo, refletia-se em nossas ações, em nossas palavras.

Hoje faço de cada mero detalhe da nossa história, uma história sem fim, pois o fim nunca é bom, se fosse bom... seria o começo.

Em meus delírios, em meus contos, em minhas memórias... em meu coração guardo cada fragmento de lembrança sua; o guardo aqui comigo, não apenas felizes para sempre... mas sim em nosso eterno começo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Impossibilidade...


A impossibilidade está em esquecer-te, em desistir daquilo que almejara;

É impossível em plena vida, com amor e sonhos, desistir daquilo que jamais encontrara;

A impossibilidade está em tirar de mim aquilo que você deixou, a essência intangível na qual envolveu-me, seja ela real ou mera ilusão;

É impossível continuar sem um objetivo, é impossível sentir-me vivo novamente, é impossível seguir em frente... sem uma única razão;

A impossibilidade resume-se em viver sem ti, viver num mundo sem vida, num mundo de absoluta solidão.

terça-feira, 1 de março de 2011

Dores da Angústia...


Não consigo explicar; sua essência me consome e me limita, me da vida e sofrimento... alegria e conhecimento.

Um turbilhão de emoções que me transformam, deixam-me incerto e preciso; deixam-me oposto a mim mesmo, para sempre ou por um mero momento.

Seja eu um Deus, ou um mero mortal, idolatro-te; você me dá vida, me dá muito mais do que mereço; espero não ver você no passado, não desta maneira... como um sentimento levado e consumido, por uma simples rajada de vento.

Vento da decepção e da angústia; não consigo descrever meu interior, muito menos minha essência; pois em mim tudo é você e você é tudo; espero que isto nunca mude... espero que nunca caia em seu abstrato esquecimento.

Meu Maior Medo...


Meu maior medo é enlouquecer; pois em meu juízo perfeito já vejo-me deslumbrado, louco por você... por sua beleza de imensidão.

Meu maior medo é perder a razão; pois parte dela me leva junto a ti, entre a beleza de nossas lembranças e a angústia de nossa distância, alimentando nossa paixão.

Meu maior medo é não ter medo; pois o medo me deixa estático e atento... ao seu olhar, à sua beleza, em meu deslumbre e tentação.

Meu maior medo é não perceber sua presença, de modo que eu sinta-me falecido... aguardando enfim, minha esperada redenção.

Meu maior medo é perder aquilo que possuo de mais precioso, perder aquilo que não posso conter, que não posso julgar; perder sua essência em mim, perder aquilo que não me pertence mais como um todo, mas sim como um mero fragmento do meu sentimento... perder meu sincero e deslumbrado coração.

Meu maior medo na verdade é você, medo de perder-te, medo do esquecimento; medo de tudo aquilo... que nos mergulhe em decepção.